Windows Phone App Code Camp 2011

Windows Phone App Code Camp

Para grande surpresa minha, recebi no final de Novembro um convite da Microsoft para um evento que ia decorrer no Palmela Village Golf Resort, o Windows Phone App Code Camp. A premissa era um fim-de-semana em condições de luxo para desenvolvermos uma aplicação para Windows Phone 7 e, como não sou de recusar desafios, decidi candidatar-me. Para além de nunca ter desenvolvido aplicações para Windows Phone 7 ou em Silverlight, a minha experiência com C# era muito limitada, mas era a situação ideal para aprender a trabalhar com estas tecnologias.

Candidatei-me ao Code Camp com o Carlos Lima e o David Jardim. Os nossos projectos eram uma app para gestão de despesas/finanças pessoais (Carlos) e um jogo para testar a memória e o tempo de reacção do jogador (eu e o David). Felizmente, fomos todos aceites para o evento, juntamente com mais 57 participantes num total de 32 projectos.

Windows Phone Code Camp no Palmela Village Golf Resort

No dia 16 de Dezembro, dirigimo-nos para o Resort prontos para criar uma aplicação mobile com tecnologias Microsoft. Fomos recebidos por uma pequena equipa developers, que nos deram algumas informações de como iria decorrer o evento. Para além de algumas sessões técnicas, iriam estar experts on-site para nos darem todo o apoio que precisássemos. Estava também planeada uma entrega de prémios no final para as 5 melhores apps.

As condições que tínhamos eram fantásticas: existia uma sala comum para desenvolvimento, denominada “App Factory”, com mesas para todas as equipas, uma divisão onde estavam os experts que podíamos abordar a qualquer altura, e até uma “cloud” de snacks redundantes que eram repostos automaticamente! A única falha foi a ligação à internet, que era bastante fraca, mas tenho noção que os organizadores fizeram tudo o que podiam para melhorar este aspecto.

Relativamente aos alojamentos, havia um apartamento T1 para cada equipa com belíssimas condições. O cenário envolvente era relaxante, visto que estávamos em pleno Golf Resort do Palmela Village. Estarmos rodeados pela Natureza nas pequenas caminhadas que fazíamos entre a área de refeições e a App Factory eram uma boa maneira de limpar a cabeça dos bugs e dos algoritmos, de forma a voltarmos à carga mais tarde com mais energia. Por falar em refeições, estas foram das melhores que já tive o prazer de degustar. Desconfio que era o  Chef Gordon Ramsay na cozinha!

A primeira sessão foi uma introdução ao desenvolvimento de WP7 com Silverlight, pelo Nuno Silva. Foi uma excelente maneira de saber o que nos esperava, principalmente para quem não conhecia nada, como eu. Desde a criação de layouts por XAML, até à manipulação dos mesmos com C#, ficámos com todas as bases necessárias de Silverlight para começarmos a trabalhar. Acabei por não assistir a mais nenhuma sessão visto que não estavam directamente relacionadas com o que precisávamos para desenvolver o jogo, para além de haver uma grande limitação de tempo.

Coding at Windows Phone Code CampÀ medida que as horas iam passando e estávamos mais perto da deadline para o final do evento, começámos a perceber que seria muito difícil concluirmos o jogo. Ainda faltavam algumas funcionalidades básicas para que ficasse jogável, mas continuámos a insistir. Os vencedores iriam ser escolhidos por votos dos restantes concorrentes no Facebook entre as 15h e 17h. Apenas conseguimos submeter o jogo para votação às 16h30, e tivemos que pensar rapidamente numa maneira de o divulgar. Carregámos o jogo para um dos dispositivos WP7 que tínhamos à nossa disposição e começámos a mostrar o jogo a quem nos aparecia à frente. O feedback que obtivemos foi muito positivo, e acabámos por ficar em 2º lugar na competição, o que nos valeu um par de telemóveis LG Quantum! Um dos pontos fortes do nosso jogo era o aspecto gráfico, que tinha sido desenhado pela Ana Jesus. Um grande obrigado a ela, porque o look and feel da aplicação fez toda a diferença. Aqui fica um pequeno vídeo do jogo:

Um grande obrigado também à organização, que esteve muitíssimo bem neste evento: Nuno Silva, Pedro Lamas, Miguel Vicente e André Malico. Só conseguimos terminar a nossa aplicação devido à vossa incansável ajuda durante os 3 dias! Espero que continuem com estas iniciativas, pois mostra um lado da Microsoft que não estamos habituados a ver no nosso dia-a-dia e dá-nos a oportunidade de experimentar tecnologias muito interessantes. Fiquei muito bem impressionado pelo Silverlight e pela experiência de desenvolvimento para o WP7 em geral.

Até um próximo evento!

UPDATE: Ficámos em primeiro lugar na competição final, que englobava apps desenvolvidas dentro e fora do WP App Code Camp! O prémio foi um Nokia Lumia 800.

Grupo no WP Code Camp

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Passatempo API Sapo Mapas

Logotipo Weekend Planner

No início do ano soube da existência de um passatempo promovido pela equipa do Sapo Mapas vocacionado para estudantes universitários que consistia em criar um site que utilizasse a API deles. Normalmente costumo ter bastantes dificuldades em encontrar uma ideia interessante para este tipo de concursos (confesso que a criatividade não é o meu forte), mas desta vez a coisa encarrilou. A ideia partiu de um problema com o qual já me deparei algumas vezes: dou por mim com um fim-de-semana para passear com a namorada, mas é sempre uma carga de trabalhos escolhermos o destino e os locais a visitar.

Comecei a pensar em como é que isto poderia ser resolvido por uma aplicação ou um site e cheguei a um conjunto de funcionalidades básicas que seriam interessantes. Primeiro, seria necessário escolher uma zona do país que gostássemos de visitar, e depois era importante saber o que é podemos visitar nessa região. Expliquei a ideia à equipa e começámos a iterar sobre ela. Acabámos por adicionar mais funcionalidades, como a possibilidade de criação de um roteiro que calculasse a melhor rota entre os vários pontos de interesse a visitar. Assim surgiu o Weekend Planner.

 

Esboço inicial do Weekend PlannerEsboço inicial do Weekend Planner

Esboços iniciais do Weekend Planner

 

Fechámos o planeamento com 3 etapas importantes para a interface do utilizador: 1) Escolher a zona de Portugal, 2) Escolher os pontos de interesse (Restaurantes, Hotéis, Cultura e Turismo), e 3) Ordenar os pontos de interesse e criar o roteiro. Também identificámos alguns pontos chave nos quais queríamos apostar: para além de um design limpo, simples e baseado no look and feel dos restantes serviços Sapo, era importante ter um interface dinâmico. O objectivo era não existirem refreshes nas páginas, por isso escolhemos basear tudo em Javascript em vez de optar por PHP, por exemplo. Isto revelou-se um desafio bastante grande porque nenhum de nós tinha experiência em Javascript.

Usámos o planeamento Weekend Planner na cadeira de Gestão de Projectos do Mestrado e fomos avançando na implementação no pouco tempo livre que nos sobrava e chegámos à data da deadline com um conjunto interessante de funcionalidades implementadas. Apesar disto, ficaram algumas coisas por fazer, que, na minha opinião, trariam bastante valor ao projecto. Seria importante poder adicionar o mesmo ponto de interesse ao roteiro mais do que uma vez, porque no caso de um hotel ou restaurante, será um ponto pelo qual passaremos várias vezes ao longo de um fim-de-semana. Também era muito importante ter um mecanismo de interacção com redes sociais para partilhar roteiros e até criar um ranking para os melhores roteiros em determinados pontos do país, para além de existir uma forma de exportar facilmente o roteiro para ser possível imprimir. Um ponto com o qual fiquei bastante satisfeitos foi o mapa em SVG/Raphaël.js que está na página inicial do projecto. Começámos com uma versão em Flash, mas rapidamente mudámos para esta solução, que é muito melhor.

 

Weekend Planner

 

Submetemos o site para aprovação do júri do passatempo com convicção que tínhamos feito um bom trabalho. Foi necessário aguardar até Novembro para sabermos os resultados: o nosso projecto ficou em 1º lugar, com direito a um portátil Sony Vaio e um estágio remunerado no Sapo para cada um dos elementos. Fiquei mesmo muito orgulhoso, tanto da nossa ideia como da nossa implementação. A implementação ainda tem algumas arestas que precisam de ser limadas, para não falar no esventramento completo da biblioteca de Javascript usada na página do Sapo Mapas (temos desculpa, estávamos a aprender :) ), mas acho o projecto bastante interessante e com potencial para estimular o turismo dentro de Portugal.

Se quiserem dar uma vista de olhos na implementação, está disponível no seguinte link: http://maps.miguelduarte.org

Para além de agradecer à equipa (Carlos Lima e Patrícia Mateus) pelo empenho, queria agradecer ao Sapo pela oportunidade e ao nosso “consultor” de Javascript e UX, o Luís Nabais :)

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Codebits V (2011)

Codebits V Header

Mais um ano, mais um Codebits. Na minha estreia do ano passado fiquei viciado neste evento organizado a pensar na comunidade tecnológica (vulgos geeks). Aqui juntam-se centenas de participantes para 3 dias de programação, concursos, talks e convívio. As minhas expectativas estavam bastante altas, mas alegro-me em dizer que foram superadas.

Ao chegar ao Pavilhão Atlântico, fomos brindados com um welcome pack cheio de goodies. Fiquei surpreendido ao encontrar, entre eles, uma Yubikey! Para além disso, haviam alguns componentes de arduino, uma mala muito discreta e prática, um voucher para um e-book da O’Reilly, um sigg, uma t-shirt, and on, and on, and on… Após descermos as escadas começamos a ver a luminescência verde, a cortina de fumo com o logo do Sapo, os palcos, os puffs, as mesas… Ao entrar no Codebits, entramos noutro mundo.

O dia começou com as habituais keynotes. O Celso Martinho e o Zeinal Bava deram-nos as boas vindas com discursos particularmente interessantes. Ver o CEO da PT a dirigir-se de maneira impecável para aquele público alvo tão específico, falando sobre a sua carreira e sobre as escolhas que tomou ao longo da mesma, foi algo que não estava à espera. Esperava ouvir propaganda empresarial, mas saí de lá com uma lição de vida. CEOs out there, take notes! É assim que se cativa quem está a ouvir.

Após o almoço começámos a dar os primeiros toques no projecto. Depois de ter usado uma guitarra do Guitar Hero para tocar músicas reais na edição passada, este ano mantivémos o tema musical. A ideia era utilizar o Kinect da Microsoft para criar uma bateria virtual, sem nunca termos programado a sério em C#, XNA ou com o Kinect. Tinhamos cerca de 48h para aprender tudo e ter um produto acabado. Ficámos na mesma mesa que pessoal porreiro de Mafra, que também tinham um projecto relacionado com o Kinect e nos deram alguma ajuda preciosa.

Cortina de fumo Codebits VA night of coding

Entre os primeiros stresses com o Visual Studio e algumas falhas de energia na nossa mesa, eu e o Carlos Lima decidimos ajudar o Luís Nabais na sua quest de sair do Codebits com um puff. Para isso, desenhámos um QR-code à mão em ponto grande no white board da nossa mesa. Foi engraçado ver muita gente a aproximar-se com o telemóvel para descodificar o QR-code e ir parar à página do Luís, onde ele fazia um choradinho por um puff. Até o Celso Martinho passou por lá para ver do que se tratava! Também achámos piada que a zona da PT Inovação também apareceu com uns QR-codes desenhados à mão, posteriormente.

Mais uma vez assisti ao Presentation Karaoke, onde um grupo de participantes tem que pegar em apresentações completamente disparatadas e inesperadas e apresentá-las como se as tivessem feito. Desde zombies, gatinhos e assassinos em série, viu-se de tudo. Deu para mandar umas belas gargalhadas em algumas das apresentações.

Depois de uma noite bem dormida em casa, voltámos ao ataque no nosso projecto. Estava tão focado em avançar que não fui ver nenhuma talk. Na próxima edição do Codebits não volto a cometer este erro. Apesar de todas serem gravadas e estarem disponíveis online, estar lá ao vivo é bastante melhor.

Pela segunda vez participei no “The Amazing Quiz Show”. É o “Quem Quer Ser Milionário” para informáticos, com perguntas do género “qual é o código hexadecimal da cor fuschia” ou “qual é o significado do código HTTP 305″. Estávamos na liderança até à última pergunta da nossa eliminatória, quando fomos ultrapassados numa pergunta sobre o jogo Second Life (#fail). Tivemos também a oportunidade de ver o episódio piloto da série “Capitão Falcão”, que é a coisa mais awesome que eu alguma vez vi na minha vida. Em principio irá estrear em televisão em breve.

Capitão FalcãoUm cocktail cientifico

A segunda noite já foi passada no recinto, tendo ficado com a equipa a programar até as 5h. Nessa altura já estávamos de rastos e fomos descansar 2 ou 3 horas para aguentar o último dia. Utilizámos a manhã para finalizar os preparativos e a aplicação ficou pronta quando faltavam apenas 2 horas para o início da sessão de apresentação. Devido ao alto risco de apresentarmos uma demonstração ao vivo, gravámos um vídeo que acabou por ser útil: a aplicação “explodiu” quando estávamos em cima do palco… O resultado final teve muito menos impacto do que o que pretendíamos, e o nosso projecto acabou por passar bastante despercebido. Mesmo que tivéssemos conseguido fazer a demonstração, não sei se teríamos hipótese de estar entre os finalistas. Haviam muitos projectos interessantes e cujas apresentações arrebataram o público.

Apesar de não termos pontuado, saí satisfeito do evento. Aprendemos tecnologias novas e convivemos com pessoal fixe num ambiente totalmente geek. O Codebits é um local onde se junta muito talento, e de forma a estarmos entre os melhores é necessário uma ideia, uma execução, e uma apresentação brilhantes. Agora temos um ano para pensar numa ideia para voltar à corrida aos prémios.

Queria agradecer ao Carlos Lima, à Teresa Futscher e ao Luís Teófilo por se terem dedicado ao projecto. Graças a vocês ficámos com uma aplicação terminada em 48h e aprendemos a lidar com tecnologias muito porreiras. Também queria agradecer ao Professor Miguel Dias e à ADETTI-IUL por nos terem cedido um Kinect. Sem ele não teríamos podido executar a nossa visão.

Até Novembro de 2012, Codebits!

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Verão de 2011

Este verão ficará para a história como um dos melhores que tive. Deixo aqui as coisas que mais gostei para que no futuro as possa recordar. A minha memória é especialmente má – confio mais na base de dados MySQL deste blog :D

  • Vagos Open Air
Kalmah Gabriel Veiga, David Jardim e Miguel Duarte

Depois de falhar a edição do ano passado, não podia perder Opeth, Anathema e Kalmah. Os Opeth e os Anathema fizeram um concerto memorável, mas tive pena do som de Kalmah estar um pouco mau.

  • Jerónimos e Buddha Eden
Belém Buddha Eden

Um belo fim-de-semana prolongado com a namorada, que deu para passear e conhecer o Mosteiro dos Jerónimos e o jardim alternativo do “xôr” Berardo. No dia do Jerónimos, acabámos a noite com um excelente concerto dos X-Wife e outro da Joss Stone, na Praça do Comércio.

  • 5 para a Meia Noite
5PMN 5PMN

Fomos ver o episódio de estreia da nova série do 5PMN e o convidado foi o Rui Unas. Com um convidado destes, era difícil não ter sido excelente!

  • Automotor Speed Day 2011
Mercedes SLS AMG Mercedes C63 AMG

Um dia para petrolheads no autódromo do Estoril, em que tive a oportunidade de andar num C63 AMG. Blog post aqui.

  • Fun with Dead Languages do Damian Conway
Fun with Dead Languages (foto de Pedro Moura Pinheiro)

Já assisti a muitas conferências e talks técnicas, mas nunca me tinha rido tanto com uma sessão sobre programação. O senhor é um crânio com muito jeito para a comédia.

  • Kartódromo de Palmela
Kartodromo Palmela

Já andava com o bichinho para experimentar karts há muito tempo e, finalmente, tive a oportunidade! Adorei e é para repetir (desta vez com menos piões).

  • Semana em Vila Nova de Cacela + Semana em Monte Gordo
 

Uma semana de férias com a namorada e muitas idas à praia, que contrasta com uma semana “geek” em que quase não se viu o Sol :P

  • Viagem a Londres
Big Ben Tower Bridge

O verão terminou com uma viagem à Inglaterra. Foi cansativa, mas deu para ver praticamente tudo o que queríamos. Adorei a experiência :D

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Codebits IV (2010)

Codebits Banner

Pela primeira vez participei numa edição do Sapo Codebits. Para quem não conhece, o Codebits é em evento para geeks com concursos, palestras, animação e, extremamente importante, comida grátis. Esta 4ª edição ocorreu no Pavilhão Atlântico, contou com 750 participantes (mas mais de 1500 candidatos) e durou 3 dias.

Nos cerca de 2 meses que antecederam o evento participei numa série de desafios que estiveram disponíveis no site oficial. Quem ficasse no top 16 entrava directamente no “Amazing Codebits Quiz Show”, cujo prémio final era uma Xbox 360. De todos, apenas não consegui resolver o primeiro (até hoje não sei a resposta!) e acabei por ficar em 6º lugar, graças a um belo trabalho de equipa com o Luís Nabais (que ficou em 5º).

Dia 1

Ao chegar ao evento foi-me entregue um kit com uns freebies engraçados, como uma t-shirt, pasta e escova de dentes, uma capa para portátil, uma manta, um termo e uma pulseira/pen usb. Também gostei bastante dos autocolantes temáticos com os quais decorei o meu portátil durante uns tempos.

O evento abriu com “el capitan” Zeinal Bava e a revelação do Meo Jogos. Fiquei bastante impressionado com o serviço que será, sem sombra de dúvida, aliciante para muitas familias. A possibilidade de ter uma biblioteca de jogos ao nosso dispor  instantaneamente e sem ter que comprar uma consola é muito interessante. A tecnologia por trás do serviço também me impressionou bastante.

Codebits 2010Codebits 2010

Após o almoço (saladinha do Mac) fui a 2 ou 3 palestras e acabei por encontrar o Luís Teófilo que tinha proposto o projecto “Expert Guitar for Noobs”. O projecto consistia em utilizar um comando do Guitar Hero 3 para tocar acordes/notas reais. O objectivo era ligar o comando ao computador, tratar os inputs dos botões e gerar notas em MIDI de acordo com um mapeamento feito anteriormente. O comando apenas tem 5 botões, mas seria possível ter à nossa disposição 31 acordes/notas através da combinação de vários botões.

Pedi-lhe para me juntar ao projecto, ele aceitou e começámos logo a trabalhar. Acabei por não ver a palestra sobre o Spacebits, mas foi por uma boa causa. Escolhemos logo as bibliotecas e começámos a tratar o input da guitarra.

No final do dia foi um dos momentos mais hilariantes de todo o evento: o Presentation Karaoke. Cada participante tinha que apresentar um tema sobre o qual não tinha qualquer conhecimento anterior. Era usada uma apresentação aleatória e o participante tinha que se safar e apresentar, de alguma maneira, o conteúdo da mesma. Uns foram mais engraçados que outros, mas no geral foi muito bom.

Dia 2

Acabei por ir dormir a casa mas acordei cedo para ver a apresentação do Bruno Pedro sobre OAuth. O Bruno já me tinha dado formação em PHP na Caixa mágica e, para além disso, tenho em mãos um trabalho para a cadeira de Segurança sobre OAuth, pelo que não podia perder esta sessão. Foi bastante esclarecedora e deu-me uma ideia da estrutura que deveria seguir no meu trabalho.

O resto da tarde foi passada a trabalhar no projecto. Eu fiquei encarregue da parte dos MIDIs e interface gráfico, enquanto que o Luís Teófilo continuou a afinar o funcionamento do comando. Foi bastante difícil colocar a guitarra a tocar as notas de uma maneira fluída, principalmente o fading entre diferentes notas.

No final do dia participei no Quiz Show com o Luís Nabais e acabámos por ficar pelo caminho. Ainda não me perdoei de me ter enganado no significado de RTCP, mas as cadeiras de Redes já lá vão longe. Ficámos em 2º lugar com 4 pontos enquanto que a equipa vencedora ficou com 8.
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Para além disto, no segundo dia também houveram Nuclear Tacos. A malta da organização mandou vir umas malaguetas assustadoras e  fizeram uns tacos que deixaram muito boa gente à beira de um ataque. Acabei por não provar, pode ser que na próxima edição ganhe coragem.

Dia 3

Dei-me novamente ao luxo de ir dormir a casa, visto que o projecto estava bastante adiantado. Durante a noite o meu colega arranjou uma alternativa ao MIDI que trouxe uma qualidade de som bastante melhor. Bastaram mais uns pormenores e estávamos prontos para apresentar.

Também foi necessário apresentar a nossa ideia a um juri que ia fazer uma pré-selecção. Aqui começaram as coisas a correr mal… Pensámos que era apenas uma maneira de distinguir os projectos que estavam em condições de apresentar dos que ficaram a meio gás. Descrevemos e demonstrámos o nosso trabalho finalizado e deram-nos a entender que iriamos apresentar. Aliás, não vimos razão que os levassem a excluir o nosso projecto, visto que fizemos tudo aquilo que tinhamos definido (e até mais do que estava previsto).

Codebits 2010 - Day TwoCodebits 2010-232Codebits 2010 - Day Two

Passado uma hora começaram a anunciar no Twitter oficial os projectos que iam apresentar no palco principal. Iamos ficando cada vez mais nervosos à medida que os tweets iam passando e o nosso projecto não aparecia. Por fim, disseram que não tinham escolhido mais nenhum projecto.

Ficámos de fora e ficámos de rastos. Três dias a trabalhar num projecto e a faltar a palestras para o completar, para depois nos deixarem de parte e não nos darem sequer 90 segundos para o mostrar. Não estávamos sequer a pensar nos prémios (nem sabia quais eram), apenas queriamos mostrar o que tinhamos feito.

Conformei-me e fui-me sentar no palco principal para ver as apresentações dos outros grupos, quando reparei que o meu colega estava a falar com a organização. Fui até lá e eles concordaram em deixar-nos apresentar. Tal como nós, vários grupos mostraram a sua indignação e acabaram por ser aceites.

Vimos as apresentações dos projectos até chegar à nossa vez. O Luís praticou mais um pouco e testámos o software para ver se estava tudo a funcionar (há que ter cuidado com o Murphy). Não estava muito nervoso antes de entrar em palco, apesar de irmos apresentar para cerca de 600 pessoas. Para mim só importava mostrar o projecto ao resto do pessoal. No fim, a reacção do público foi extremamente positiva! Para além das palmas, reparei que tínhamos cerca 100 votos positivos e apenas 10 negativos no ecrã gigante. Tinha sido mais que suficiente e já podia sair do Codebits feliz.





Passado algum tempo começaram a cerimónia de entrega de prémios. Os 10 primeiros projectos iriam receber um “pack” que seria cada vez mais recheado à medida que se caminhasse para o 1º lugar. Quando anunciaram o 6º lugar fiquei petrificado: “Expert Guitar for Noobs!”. Como não tinhamos sido pré-seleccionados, não achei que tivéssemos qualquer hipótese de ficar nos primeiros lugares. Acabámos por ganhar um Macbook Air, um Mac Mini, um iPod nano, um Magic Tackpad, 2 poufs, 5 livros da O’Reilly, um saquinho com o pó que usaram para fazer os Nuclear Tacos e um pequeno (grande) troféu. A divisão dos prémios foi relativamente fácil: eu fiquei com o Macbook Air, um pouf e um livro, enquanto que o Luís ficou com o resto. A divisão do troféu é que foi mais complicada. Atirarámos uma moeda ao ar e eu acabei por ser o sortudo.

Resumindo e Concluindo

O evento estava muito bem organizado e fizeram um excelente trabalho com a decoração. Os gráficos espalhados por todo o recinto deram um ambiente muito próprio à Sala Tejo do Pavilhão Atlântico. Era como se entrássemos noutro mundo.

Destaque negativo para a maneira que escolheram para seleccionar os projectos. Compreendo que tenham tido que fazer alguns cortes devido ao elevado número de projecto (cerca de 100), mas um projecto que é excluído e acaba por ficar em 6º lugar é um claro indício que a selecção não foi conduzida da melhor maneira.

Destaque positivo para a zona de Retro Computing que trouxe alguma nostalgia. Para além disso, a variedade e qualidade das palestras foi bastante elevada e, apesar de não ter tido oportunidade de ver algumas delas ao vivo (principalmente as do Celso Martinho e do Mário Valente), poderei fazê-lo online visto que foram gravadas na íntegra.

Este é, sem dúvida, um evento obrigatório para qualquer pessoa que tenha um grande interesse por informática, os denominados geeks. Parabéns à organização e contem comigo para o ano que vem!

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LTE Advanced e 4G – o Futuro das Telecomunicações

LTE - Long Term EvolutionNo passado dia 1 de Outubro decorreu no ISCTE-IUL um workshop de apresentação do que será o futuro das telecomunicações. Este evento contou com uma panóplia de oradores de que representam os principais stakeholders desta nova tecnologia: os fabricantes e as operadoras.

Claro que podemos dizer que o principal afectado será o cliente, até porque esta mudança representa um avanço bastante significativo num mercado com um elevadíssimo número de utilizadores, mas o valor deste evento vem do relato e da experiência dos intervenientes na tentativa de implementação deste standard.

A viagem começa com o LTE (Long Term Evolution), cuja implementação está neste momento a ser testada. Os planos para a sua introdução no mercado estão marcados já para o fim de 2010 ou início de 2011. As principais operadoras irão começar a fazer o upgrade dos actuais hotspots de 3G, mantendo sempre a compatibilidade com as gerações anteriores. Este protocolo irá permitir velocidades máximas de 100Mbps, um grande avanço em relação às actuais 3G e 3.5G (que irá brevemente chegar a um novo máximo de 84Mps com HSPA+). O LTE não é considerado verdadeiramente como 4G, mas algo imediatamente anterior.

Após esta milestone estar cumprida, o próximo passo será a migração para LTE Advanced. A promessa deste standard é “simples”: 1Gbps de pico em downlink numa situação em que o dispositivo esteja imóvel e 100Mbps em caso de mobilidade. Um avanço deste género, numa altura que os débitos médios andam à volta de 6Mbps, impulsionará de uma maneira muito significativa a evolução de serviços móveis, como video-on-demand, streaming e outros produtos que nunca foram sequer equacionados devido às limitações do sistema actual.

Vantagens do 4G

Débito

Tal como foi mencionado anteriormente, a vantagem mais palpável e interessante para o consumidor será o enorme aumento de velocidade, tanto em termos de download (1Gbps) como de upload (500Mbps). Esta velocidade acrescida tem a ver, em parte, com uma melhor eficiência espectral.

Latência

Enquanto que um sistema 3G conseguia na melhor das situações cerca de 50ms de latência, com o LTE será possível alcançar 10ms ou menos. Isto traduz-se numa experiência de browsing muito mais fluída e satisfatória. Uma das áreas que beneficiará bastante, na minha opinião, será o uso de Ajax com tempos de resposta quase instantâneos, potenciando uma experiência web extremamente dinâmica e instantânea. Esta redução drástica da latência tem a ver com a simplificação da topologia de rede, que será discutida mais à frente. As velocidades de handover (passagem para uma célula vizinha) também ficarão reduzidas por um factor de 10 devido à comunicação directa entre as base stations.

Largura de Banda Flexivel

É possível operar em LTE com diferentes larguras de banda: 1.4 MHz, 3 MHz, 5 MHz 15 MHz e 20 MHz. Isto vem simplificar a utilização do espectro, visto que podem ser aproveitadas áreas do mesmo onde hajam mais restrições como pequenos blocos de largura de banda.

Self Organized Networks

Uma das metas é tornar as novas células autónomas em termos de instalação e configuração. Uma célula será capaz de perceber o meio em que está inserida e alterar as suas configurações de modo a maximizar a eficiência da rede com muito pouca interacção humana. Este automatismo irá tornar a implantação de novas células bastante mais fácil e barata.

Femtocells

Fentocell - uma base station em casa Uma femtocell é uma célula de pequenas dimensões que pode ser instalada num lar ou num escritório. Um elevado número destas células serve para aliviar a carga das base stations e permite que todos os dispositivos estejam ligados à rede com máxima eficiência.

Melhoria da topologia de rede

Um dos segredos que permite esta melhoria global de performance é a alteração física da rede . Toda a infraestrutura foi redesenhada a pensar na performance e aumento de consumo que irá surgir nos próximos anos com a evolução dos SmartPhones e a adesão em massa aos tarifários de dados para esses mesmo dispositivos (estudos apontam para um aumento anual de 1000% em termos de tráfego consumido).

Arquitectura LTE

Foi eliminado um elemento da hierarquia (RNC, que geria os handovers, encriptação, admissão, segurança, etc) e dado mais poder às base stations. A partir de agora, será possível que uma base station comunique com outra de forma a poderem trocar informação e gerir de uma melhor forma os handovers. Esta arquitectura também permitirá solucionar o problema da interferência no limite das células, transformando essa interferência num aumento da potência do sinal e consequente aumento de débito, através da coordenação directa das base stations. Esta simplificação consegue manter a compatibilidade com os sistemas anteriores.

Eficiência Energética

Um dos objectivos dos engenheiros que estão a desenvolver esta tecnologia é reduzir drasticamente o consumo energético. Chegou a falar-se numa redução em 1000x relativamente ao consumo actual. Esta é uma meta importante, tanto por questões ambientais como por questões financeiras (a factura da electricidade é uma percentagem substancial dos custos das operadoras).

Algumas opiniões

Algo que me preocupou foi a forte tendência das operadoras para ignorarem a questão da Net Neutrality. O representante de uma das operadoras foi questionado sobre qual era a política da empresa em relação a este assunto e parece que os operadores estão a ponderar seriamente em controlar diferentes tipos de tráfego: vídeo, P2P, web, etc. Se isto for avante significa que daqui a alguns anos teremos que pagar um premium para conseguirmos aceder a serviços como o YouTube ou quaisquer outros que as operadoras escolham. Por outro lado este aumento incrível de velocidade irá trazer serviços cada vez mais interessantes para o consumidor e será uma excelente oportunidade para se vingar neste mercado que continua em ascensão.

Resta deixar os meus parabéns ao ISCTE-IUL por um evento muito bem organizado e, na minha opinião, extremamente interessante. Que venham muitos mais!

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